Todos sabemos que os tempos que atravessamos são dificeis e que o futuro se apresenta de algum modo complicado.
Vem esta introdução a propósito do cancelamento verificado hoje no porto de Portimão com o cruzeiro à vela STAR FLYER.
STAR FLYER em Portimão a 22/04/2010 - foto de Rui Agostinho
Com efeito aquele navio teve que cancelar a sua escala porque os trabalhadores portuários estão em greve contra a chamada polivalência e as horas extraordinárias.
A situação torna-se mais caricata porque as autoridades portuárias deslocaram pessoal do IPTM de Sagres com o intuito de procederem á amarração do navio e, unicamente o navio não entrou porque os marinheiros da lancha de pilotos local não estavam disponiveis para levar a bordo o respectivo piloto.
Sem nos querermos meter nessa área, lamentamos que a actividade económica de uma região ou de um país seja prejudicada por greves que todos sabemos que não vão levar a nada, e que é mais um perda de tempo e dinheiro.
Numa altura em que as autoridades ligadas ao turismo de Portimão, têm feito um esforço financeiro com a presença em feiras e eventos ligados à industria dos cruzeiros, com o intuito de dar a conhecer o porto e a região junto dos operadores de cruzeiros, greves como a de hoje só vêm deitar por terra todo esse trabalho.
Felizmente que em Lisboa as 4 escalas programadas para hoje de navios de cruzeiros foram realizadas e igualmente na Horta aonde operou o Princess Daphne.
Esperemos que haja bom censo por parte de todos, pois como sabemos nos próximos dias, 3 outros navios de cruzeiros tem agendadas escalas neste porto e a acontecerem mais cancelamentos a imagem do porto e da região sai altamente prejudicada junto das companhias, com consequencias imprevisiveis no futuro
texto: António Silva

















